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Gerenciamento de pacotes RMP-2

9 jun
No artigo anterior foi abordado algumas funcionalidades do 
utilitário rpm,apesar de ser poderoso ele deixa a desejar em
alguns aspectos,por exemplo,quando um determinado pacote
tem dependência com outros, ele não consegue resolver essas
dependência de forma automática obrigando o usuário resolve-
las por si só,isso muitas das vezes requer muito tempo e 
trabalho.Pensando nesse tipo de limitação foi desenvolvido
outro utilitário para gerenciamento de pacotes rpm chamado 
Yum - Yellowdog Updater Modifield.
O Yum trabalha baixando pacotes dos repositórios especificados
nos seus arquivos de configuração e as dependências necessári-
as para a instalação de um pacote pela internet ou localmente,
além disso é capaz de instalar,remover,atualizar,buscar os 
pacotes de uma distribuição. A lista de repositório usado 
pelo Yum é dividida em diversos arquivos dentro do diretório 
/etc/yum.repos.d,o Yum verifica esses arquivos todas as vezes 
que é executado.
O arquivo de configuração do Yum é o /etc/yum.conf, nele pode
ser configurado o arquivo de log do Yum /var/log/yum.log, 
arquivo de cache /var/cache/yum, usado pelo Yum para armazenar
os downloads dos pacotes.A opção de apagar os pacotes baixados
após a instalação ou deixa-los armazenados é configurado pelo 
arquivo yum.conf,por padrão os pacotes são apagados após a ins-
talação para mudar isso basta modificar a linha keeepcache=0 
para 1.
Ao fazer uma nova instalação de um sistema GNU/Linux em um 
computador é recomendado fazer a sua atualização. Para 
verificar se existe atualização para o sistema use o comando:

#yum check-update

Para realizar a atualização de todo o sistema:

#yum update

Para atualizar um pacote instalado no sistema para uma
versão mais atual:

#yum upgrade rp-pppoe

Package rp-pppoe.i386 0:3.5-32.1 will be updated
Package rp-pppoe.i686 0:3.10-8.el6 will be an update

O pacote o pacote rp-pppoe.i386 0:3.5-32.1 será atualizado
para o rp-pppoe.i686 0:3.10-8.el6,mantendo as configurações
do pacote antigo.
O Yum  possui a desvantagem de ser lento em relação ao geren-
ciador de pacote usado nas distribuições derivada do 
Debian - apt-get.Para amenizar essa diferença são instalados
os seguinte plugins: yum-utils, yum-presto, yum-fastestmirror 
para melhora o desempenho do Yum.
Para instalar um pacote:

#yum -y install rp-pppoe

y>>(opcional)assume como sim para todos os pacotes a serem instalados,

incluindo os de dependência que são resolvidas pelo Yum.

Para remover um pacote:

#yum remove rp-pppoe

Para atualizar um pacote:

#yum update rp-pppoe

Outra opção interessante e a search, muito util quando queremos instalar um

pacote mas não sabemos o seu nome por completo, o comando irá fazer uma

busca nos repositórios e retorna um resultado de acordo com a string passada.

#yum search pppoe

Retorna as opções:

rp-pppoe.i386 : A PPP over Ethernet client (for xDSL support).
rp-pppoe.i686 : A PPP over Ethernet client (for xDSL support)

Para verificar se um pacote está instalado no sistema:

#yum list rp-pppoe

Esse comando retorna o pacote instalado no sistema e também o pacote  que

está presente no repositório.

Installed Packages
rp-pppoe.i386 3.5-32.1 installed
Available Packages
rp-pppoe.i686 3.10-8.el6 base

O comando a seguir é semelhante ao list , traz um relação dos pacotes

instalados ,além disso ele traz também uma breve descrição da função

que o programa executa.

#yum provides rp-pppoe

rp-pppoe-3.10-8.el6.i686 : A PPP over Ethernet client (for xDSL support)
Repo : base
Matched from: 

rp-pppoe-3.5-32.1.i386 : A PPP over Ethernet client (for xDSL support).
Repo : installed
Matched from:
Other : Provides-match: rp-pppoe

Para obter informações mais detalhadas dos pacote:

#yum info rp-pppoe

Name : rp-pppoe
Arch : i386
Version : 3.5
Release : 32.1
Size : 224 k
Repo : installed
Summary : A PPP over Ethernet client (for xDSL support).
URL : http://www.roaringpenguin.com/pppoe/
License : GPL
Description : PPPoE (Point-to-Point Protocol over Ethernet) is a protocol used
: by many ADSL Internet Service Providers …

Nos últimos dois artigos vimos como obter diversas informações sobre pacotes rpm,

como instalar, remover, atualizar, e buscar informações, e sobre as principais funciona-

lidades dos utilitários rpm  yum.

:wq


		
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Gerenciamento de pacotes RPM-1

9 jun

O formato RPM – Red Hat Package Mananger foi criado pela empresa americana Red Hat, também é usado em  outras distribuições que usam  o mesmo padrão como: Fedora e CentOs. Ele e capaz de instalar, remover,consultar e atualizar os pacotes de software de uma distribuição. Os pacotes do padrão Red Hat tem o seguinte formato: pacote-1.0-2.i386.rpm, onde pacote é o nome do pacote, 1.0 é a versão, 2 release, i386 é a plataforma do computador e o rpm e o sufixo que identifica o tipo do pacote.

O utilitário rpm é poderoso e possui diversas opções de gerenciamento, como são muitas as opções, veremos as principais.

Para saber a versão do utilitário rpm da sua distribuição.

#rpm –version 

Retorna como resultado:

RPM versão 4.8.0

Instalando  um pacote.

Antes de instalar os pacotes e necessário primeiro realizar  o download do mesmo. Um dos site onde podemos encontrar pacotes.rpm para download:  http://rpm.pbone.net.

Como exemplo foi feito  o download do pacote rp-pppoe, agora vamos instalar e usa-lo nos demais exemplos..

Entre no diretório onde está o pacote e execute o seguinte comando para instala-lo:

# rpm -ivh rp-pppoe-3.10-8.el6.i686.rpm

reparando… ########################################### [100%]
1:rp-pppoe ########################################### [100%]

Os parâmetros -vh são opcionais,  usados para acompanhar  o progresso da instalação.

Descrição dos parâmetros:

-i >> Instala o pacote

-v >> Modo verbose, mostra mensagens na tela a medida que a instalação progride

-h >> Mostra 50 caracteres ( # ) na tela , a medida que o pacote e desempacotado

Para atualizar um pacote.

# rpm -Uvh rp-pppoe-3.5-1.i386.rpm

-U >> Atualiza um determinado pacote.

-v >> Modo verbose, mostra mensagens na tela a medida que a atualização progride

-h >> Mostra 50 caracteres ( # ) na tela , a medida que o pacote e desempacotado

Se o pacote já estiver instalado, ele será atualizado para a versão mais recente. Caso contrário será feito a sua instalação, semelhante ao rpm -i.

Consultar se um pacote está instalado no sistema.

# rpm -q rp-pppoe

Retorna:

rp-pppoe-3.10-8.el6.i686

Exibe uma lista com todos os pacotes instalados.

#rpm -qa

Retorna a lista de todos os pacotes no seguinte formato:

xorg-x11-xkb-utils-7.4-6.el6.i686
abrt-cli-2.0.4-14.el6.centos.i686
orc-0.4.11-1.el6.rf.i686
libaio-0.3.107-10.el6.i686
python-beaker-1.3.1-6.el6.noarch …

Exibe  informações sobre um determinado pacote:

#rpm -qi rp-pppoe

Retorna várias informações como: nome, versão, tamanho, data de instalação, descrição…etc.

Name : rp-pppoe Relocations: (not relocatable)
Version : 3.10 Vendor: CentOS
Release : 8.el6 Build Date: Qui 11 Nov 2010 20:17:37 BRST
Install Date: Sáb 09 Jun 2012 15:52:56 BRT Build Host: c6b5.bsys.dev.centos.org
Group : System Environment/Daemons Source RPM: rp-pppoe-3.10-8.el6.src.rpm
Size : 235553 License: GPLv2+
Signature : RSA/8, Dom 03 Jul 2011 01:45:36 BRT, Key ID 0946fca2c105b9de

Para conhecer os arquivos de configuração de um determinado pacote.

#rpm -qc rp-pppoe

Retorna:

/etc/ppp/pppoe-server-options

Para desinstalar um pacote.

#rpm -e rp-pppoe

Para garantir a integridade dos pacotes e  suas origem, cada pacote possui chaves criptográficas SHA e MD5. Quando baixamos algum pacote da internet ele traz junto em arquivos de texto com as chaves criptografadas.Para fazer a validação da assinatura de um pacote  utilizamos o comando:

#rpm – – checksig rp-pppoe-3.10-8.el6.i686.rpm 

ou

#rpm -K rp-pppoe-3.10-8.el6.i686.rpm 

Se a chave for valida irá retornar as seguinte mensagem:

rp-pppoe-3.10-8.el6.i686.rpm: rsa sha1 (md5) pgp md5 OK

Para importar a chave de um determinado repositório:

#rpm –import http://apt.sw.be/RPM-GPG-KEY.dag.txt

Normalmente o próprio repositório fornece essa chave, no exemplo acima foi importada a chave do repositório RPMforge for CentOs 6.

Para reconstruir o banco de dados do rpm:

#rpm –rebuilddb

Essa opção é usada quando a base de dados for corrompida, quando isso acontece a instalação de qualquer pacote falha. Se for executado o comando rpm –rebuilddb e mesmo assim não for restaurada a base de dados, é aconselhável copiar a base de outro computador e substituir a que está apresentando problemas. A base de dados para pacotes binário ficam localizados em /var/lib/rpm/* e o diretório dos comandos rpm  usado pelos gerenciador RPM fica em /usr/lib/rpm/*.

Continua…

:wq

Serviços do Sistema

12 fev

Inicialmente no artigo Inicialização do Sistema foi descrito todas as etapas que ocorre quando ligamos o computador até o momento que sistema operacional esteja pronto para uso. Descobrimos que no GNU/Linux o primeiro processo a ser executado é o init, e que ele é responsável por iniciar todos os outros serviços que serão carregados de acordo com o nível de runlevel configurado no arquivo /etc/inittab. O init por padrão inicia automaticamente um certo número de processos, para manter a segurança do sistema é extremamente importante termos conhecimento de quais processos estão sendo executados em nosso computador, muitas das vezes são processos que não iremos usar e podemos desativa-los para minimizar sua exposição a uma possível vulnerabilidade, ou então, um processo que precisamos e está desativado. Existe diferentes maneiras de está verificando e gerenciando os serviços do sistema em cada nível de runlevel. Nas distribuições derivadas do Red Hat isso pode ser feito das seguites maneiras: por uma interface gráfica chamada de Ferramentas de Configuração de Serviços, pelo utilitário Ntsysv, que é uma interface mais simples, e pelo Chkconfig, um utilitário modo texto muito fácil de ser usado. Essas ferramentas não modificam os scripts localizado dentro do diretório /etc/init.d, elas vão apenas adicionar, remover ou modificar os links simbólicos dentro dos diretórios rc[0 à 5].d. Vamos conhecer um pouco de cada uma delas e ver como que podemos usa-las.

A primeira delas é a mais fácil de todas.

Ferramentas de Configurado de Serviços: É o modo mais simples de modificar os serviços que serão inicializados pelo sistema, ideal para quem está começando a utilizar o sistema GNU/Linux. No CentOS para acessa-la basta ir no menu Sistema >> Administração >> Serviços
Na janela que se abre podemos ver do lado esquerdo os diverso tipos de serviços do sistema localizados no diretório /etc/rc.d/init.d, os que aparecem com o quadradinho marcado estão sendo inicializados no nível runlevel que está sendo mostrado na execução atual – Atualmente Executando No Nível de Execução 5. Se clicarmos em algum desses serviço irá aparecer uma breve descrição do serviço e o seu status. Se deseja modificar os serviços de outro nível runlevel basta ir no menu – Editar Nível de Execução – selecionar o nível runlevel desejado e fazer as modificações.

Ntsysv – O Ntsysv é uma interface mais simples do que a anterior, mas possui a mesma funcionalidade. É acessada pelo terminal digitando o comando #/usr/sbin/ntsysv como root ou podemos digitar #setup e navegar até serviços do sistema. Irá abrir uma janela azul mostrando uma lista com todos os serviços do sistema.
Podemos navegar através deles com as setas do teclado, ativar ou desativar um determinado serviço com a tecla “Space”. Após fazer as modificações aperte a tecla “Tab” e escolha “Ok” para salvar as modificações ou “Cancelar” para deixar tudo como estava, agora e aperte “Enter” para sair do Ntsysv.

Chkconfig – O utilitário chkconfig é muito simples de ser usando, e muito útil. Por exemplo se quiséssemos criar um script de firewall com regras personalizadas, e configurar esse script para ser executado automaticamente todas as vezes que o sistema for iniciado, como poderíamos fazer isso?. Uma das maneiras é criarmos um arquivo com as regras dentro de algum diretório, exemplo: /etc/regrasfirewall e depois abrirmos o arquivo rc.local localizado dentro do diretório /etc/rc.d/, que é um dos arquivos inicializado pelo init, e acrescentarmos a seguinte linha: . /etc/regrasfirewall referente ao caminho onde está localizado o script. Ou então, poderíamos otimizar esse processo colocando o arquivo regrasfirewall dentro do diretório /etc/rc.d/init.d junto com os demais script com serviços do sistema, dar permissão de execução com o comando chmod – #chmod 755 regrasfirewall – e depois usar o chkconfig para criarmos um link simbólicos dentro dos diretórios rc [1 à 5].d. Dessa forma poderíamos ativar e desativar o serviço regrasfirewall como qualquer outro pela interface gráfica ou pelo Ntsysv como explicado anteriormente.

Vamos executar esses passos.
Depois de criado o arquivo regrasfirewall precisamos acrescentar no script após o #!/bin/bash
as seguintes linhas:
#description:<descrição do serviço a ser configurado>
#chkconfig: 2345 90 91
#processname: <nome do processo criado>

. /etc/rc.d/init.d/functions # Determina as especificação das funções de script padrão de inicialização.

Obs: Não esqueça o ” . ” que existe antes da linha /etc/re.d/init.d/functions.

A primeira linha, que é um marcador para o chkconfig, informa que o script deve ser inicializado nos níveis de execução 2, 3, 4 e 5, com uma ordem de inicialização de 90 e uma ordem de finalização de 91.
A segunda linha é uma descrição do que o serviço em questão realiza.
Vamos usar o chkconfig para criar o link simbólicos nos diretórios rc [2 à 5].d através do comando:

#/sbin/chkconfig – -add regrasfirewall

Pronto … podemos verificar pela interface gráfica que o serviço regrasfirewall já está sendo listado junto com os demais serviços do sistema.

Essa verificação também pode ser feita usando o comando chkconfig da seguinte maneira:

# /sbin/chkconfig – -list regrasfirewall
regrasfirewall 0:não 1:não 2:sim 3:sim 4:sim 5:sim 6:não

O comando retorna o nome do serviço e em quais níveis runlevels ele está ativo.
Se quiséssemos listar todos os serviços executaríamos o comando da seguinte maneira:

# /sbin/chkconfig – -list
acpid 0:não 1:não 2:sim 3:sim 4:sim 5:sim 6:não
anacron 0:não 1:não 2:sim 3:sim 4:sim 5:sim 6:não
apmd 0:não 1:não 2:sim 3:sim 4:sim 5:sim 6:não
atd 0:não 1:não 2:não 3:sim 4:sim 5:sim 6:não
auditd 0:não 1:não 2:sim 3:sim 4:sim 5:sim 6:não
autofs 0:não 1:não 2:não 3:sim 4:sim 5:sim 6:não
avahi-daemon 0:não 1:não 2:não 3:sim 4:sim 5:sim 6:não
avahi-dnsconfd 0:não 1:não 2:não 3:não 4:não 5:não 6:não
bluetooth 0:não 1:não 2:sim 3:sim 4:sim 5:sim 6:não
capi 0:não 1:não 2:não 3:não 4:não 5:não 6:não
conman 0:não 1:não 2:não 3:não 4:não 5:não 6:não
cpuspeed 0:não 1:sim 2:sim 3:sim 4:sim 5:sim 6:não
crond 0:não 1:não 2:sim 3:sim 4:sim 5:sim 6:não
cups 0:não 1:não 2:sim 3:sim 4:sim 5:sim 6:não

Para desativar o serviço execute o comando:

#/sbin/chkconfig – -level 2345 regrasfirewall off

Para iniciar novamente:
#/sbin/chkconfig – -level 2345 regrasfirewall on

Para ativar apenas no nível Runlevel 3:
#/sbin/chkconfig – -level 3 regrasfirewall on

Obrigado a todos.

Fernando Mendonça
:wq

Montar Partição NTFS no CentOS

8 fev

Algumas distribuições Linux por padrão não é possível montar partições do tipo NTFS. No sistema CentOs por exemplo é preciso instalar alguns pacotes para que isso seja possível. Umas das maneira mais fácil e funcional que encontrei para está fazendo isso foi a de um artigo escrito pelo Eddie Magalhães no site http://www.vivaolinux.com.br. Estarei postando os passos descrito por ele.

Começaremos com as instalações e configurações dos repositórios  RPMforge no CentOS. O download do pacote  rpmforge-release pode ser feito através do site:

http://wiki.centos.org/AdditionalResources/Repositories/RPMForge,

devemos escolher a versão do CentOS, podendo ser a 4, 5 ou 6. Para descobrir qual a versão do CentOS ou de alguma outra  distribuição derivadas do Red Hat, basta verificarmos o conteúdo do  arquivo  /etc/redhat-release. Exemplo:

[fernando@localhost ~]$ cat /etc/redhat-release
CentOS release 5.7

Nesse caso a versão do CentOS é a 5.7,devemos baixar o RPMforge 5

Depois de escolher a versão devemos escolher também a arquitetura do computador.Para descobrir a arquitetura, abra o terminal e  digite o comando:
$ uname -i

Exemplo:

[fernando@localhost ~]$ uname -i
i386

Depois de verificado essas informações faça o download do pacote.

Para i386: http://packages.sw.be/rpmforge-release/rpmforge-release-0.5.2-2.el5.rf.i386.rpm

ou

Para x86_64: http://packages.sw.be/rpmforge-release/rpmforge-release-0.5.2-2.el5.rf.x86_64.rpm

Em seguida importe  a chave GPG DAG do repositório RPMforge. É recomendado a utilização dessa chave por questões de segurança, pois é através dela que verificamos a integridade  procedência do pacote.

Para importar a chave abra o terminal e digite o comando:

rpm --import http://apt.sw.be/RPM-GPG-KEY.dag.txt

Para verificar se a chave do pacote está correta digite o comando:

rpm -K rpmforge-release-0.5.2-2.el5.rf.*.rpm

Se tudo estiver certo o comando irá retorna a mensagem:

rpmforge-release-0.5.2-2.el5.rf.i386.rpm: (sha1) dsa sha1 md5 gpg OK

Agora podemos instalar o pacote, para isso digite o seguite comando no terminal:
rpm -i rpmforge-release-0.5.2-2.el5.rf.*.rpm

Depois de feito esses procedimentos devemos atualizar o repositórios do yum com o comando:

# yum check-update

atualizar o kernel do sistema com o comando:

# yum install kernel

e executar o comando a seguir para podermos copilar os modulos do pacotes ntfs-3g:

# yum install kernel-devel.

Agora podemos  finalmente instalar os pacotes ntfs-3g que dará suporte para montar partições do tipo NTFS.

# yum install fuse fuse-ntfs-3g dkms dkms-fuse

Pronto … basta reiniciar o computador que o sistema já terá suporte para montar as partições NTFS.

Inicializando o linux

2 fev

Existe uma sequência de etapas que são executada desde quando o usuário aperta o botão power do computador  até que o sistema operacional linux ou algum outro sistema esteja totalmente funcional e pronto para ser usado. Atualmente esse processo e feito automaticamente sem mesmo que o usuário perceba a complexidade existente por de trás de tal tarefa. Antigamente para inicializar um computador era necessário alimenta-lo com  uma fita de papel que continha um programa de boot ou carregar manualmente um programa de boot utilizando os controles de endereço do painel frontal.Os computadores de hoje são equipados com um software escrito em assenbly chamado de BIOS (Basic Input/Output System), esse software é gravado em uma memória ROM pelo fabricante da placa mãe, e é executado automaticamente todas as vezes que se liga o computador. Ele é responsáveis por ativar os recursos de hardware, após isso ser feito é chamado um novo programa  que também está gravada na memória ROM chamada de  POST(Power On Self Test), encarregado de testar o funcionamento dos recursos de hardware, exemplo: Unidade de disco, memória,processador, teclado, mouse. Após ser realizado todos os testes a BIOS carrega o  setor de boot (os primeiros  512 bytes do disco) para a memória, e executa o que encontra nele. Esse setor e conhecido como  MBR(Master Boot Record), na MBR fica localizado o gestor de arranque responsável por dar inicio ao carregamento da  imagem do kernel para a memória, ou o bootstrap, um pequeno programinha que carrega para a memória algum  gerenciador de boot, os mais conhecidos são o GRUB (Grand Unified Bootloader) e o LILO (Linux Loader), quando existe mais de um sistema operacional instalado no computador ambos permitem a escolha de qual sistema operacional irá ser inicializado, exemplo o Windows ou CentOs, e  na MBR também que fica tabela de partição do disco. Após o usuário escolher pelo gerenciador de boot qual sistema quer inicializar, o gerenciador carrega a imagem do kernel para a memória e este fica responsável por dar sequência na inicialização do sistema. Após isso ainda existe dois estágio no processo de inicialização, o primeiro é a inicialização do kernel propriamente dita, e o segundo a execução do programa init, o qual gerencia a ativação de todos os outros programas. O linux pode ter diferentes níveis de execução, chamados de runlevels. A configuração de qual nível será inicializado pelo init quando se liga o computador é  feita no arquivo /etc/inittab. No total são sete níveis, sendo cada um deles responsável por determinados tipos de serviço.
Nas distribuições derivada do Red Hat os scripts de execução de todos os serviços do sistema estão localizados no diretório /etc/init.d. O que determina quais serviços  serão inicializados em cada runlevel são os links simbólicos dentro dos diretórios  /etc/rc.d/rcx.d, onde “x” pode varia de 0 à 6 . Vamos executar o comando ls -l dentro do diretório /rc.d/rc5.d para ver uma parte de seu conteúdo.

[fernando@localhost rc5.d]$ ls -l

lrwxrwxrwx 1 root root 14 Jan 31 14:02 S55sshd -> ../init.d/sshd

lrwxrwxrwx 1 root root 14 Jan 31 14:01 S56cups -> ../init.d/cups

lrwxrwxrwx 1 root root 15 Jan 31 14:01 K15httpd -> ../init.d/httpd

lrwxrwxrwx 1 root root 18 Jan 31 13:58 S08iptables -> ../init.d/iptables

lrwxrwxrwx 1 root root 14 Jan 31 14:02 K89dund -> ../init.d/dund

lrwxrwxrwx 1 root root 18 Jan 31 13:59 K89netplugd -> ../init.d/netplugd

lrwxrwxrwx 1 root root 14 Jan 31 14:02 K89pand -> ../init.d/pand

lrwxrwxrwx 1 root root 15 Jan 31 13:58 K89rdisc -> ../init.d/rdisc

lrwxrwxrwx 1 root root 14 Jan 31 14:03 K91capi -> ../init.d/capi

lrwxrwxrwx 1 root root 23 Jan 31 14:02 S00microcode_ctl -> ../init.d/microcode_ctl

lrwxrwxrwx 1 root root 25 Jan 31 14:02 S04readahead_early -> ../init.d/readahead_early

lrwxrwxrwx 1 root root 15 Jan 31 14:03 S05kudzu -> ../init.d/kudzu

lrwxrwxrwx 1 root root 16 Jan 31 14:01 S07iscsid -> ../init.d/iscsid

lrwxrwxrwx 1 root root 19 Jan 31 13:58 S08ip6tables -> ../init.d/ip6tables

lrwxrwxrwx 1 root root 18 Jan 31 13:58 S08iptables -> ../init.d/iptables

lrwxrwxrwx 1 root root 18 Jan 31 14:01 S08mcstrans -> ../init.d/mcstrans

lrwxrwxrwx 1 root root 14 Jan 31 14:03 S09isdn -> ../init.d/isdn

lrwxrwxrwx 1 root root 17 Jan 31 14:01 S10network -> ../init.d/network

lrwxrwxrwx 1 root root 16 Jan 31 13:59 S11auditd -> ../init.d/auditd

Podemos observar que o conteúdo do diretório consiste em links simbólicos que apontam para os scripts que estão no diretório /etc/init.d. Esse por sua vez possui scripts que irão inicializar os diversos tipos de serviços  que estão instalados no  sistema. Exemplo: O serviço Samba está configurado para inicializar no runlevel 5, no diretório /etc/rc.d/rc5.d existe um link simbólico “S91smb”, apontando para o script “smb” dentro do diretório /etc/init.d, que está programado para inicializar o serviço samba.conf dentro do diretório /etc/samba/smb.conf. Outras distribuições usam lugares diferentes para armazenar os arquivos runlevels mas não foge muito do padrão.

A primeira letra dos nomes dos links simbólicos pode ser ou “S” ou “K“, indicando se o processo para o qual aponta deve ser ativado (Started) ou desativado (Killed) naquele nível do runlevel. O número que se segue a letra indica a ordem em que os processos devem ser encerrados ou ativados. Essas configurações podem mudar dependendo arquivo rc.d.
Nível 0:
Os scripts do nível 0 estão localizados no diretório /etc/rc.d/rc0.d. Esse nível é responsável pelo desligamento da máquina.
Nível 1:
Os scripts do nível 1 estão localizados no diretório  /etc/rcd/rc1.d. Esse nível ativa o modo de manutenção ou monousúario.
Nível 2:
Os scripts do nível 2 estão localizados no diretório /etc/rc.d/rc2.d. Esse nível ativa o modo multiusúario modo texto.
Nível 3:
Os scripts do nível 3 estão localizados no diretório /etc/rc.d/rc3.d. Esse nível entra em modo multiusuário modo texto com suporte a NFS.
Nível 4:
Os scripts do nível 4 estão localizados no diretório /etc/rc.d/rc4.d. Esse nível não é usando nas distribuições Debia e Red Hat.
Nível 5:
Os scripts do nível 5 estão localizados no diretório /etc/rc.d/rc5.d. Esse nível é responsável pelo carregamento do ambiente gráfico.
Nível 6:
Os scripts do nível 6 estão localizados no diretório /etc/rc.d/rc6.d. Esse nível é responsável pela reinicialização da máquina.

Normalmente os computadores pessoais utilizam o runlevel nível 5, já os servidores que não precisam de interface gráfica utilizam o runlevel nível 3. Os níveis 0 e 6 não pode ser usados na configuração de inicialização caso contrário o sistema nunca será carregado. Os níveis de execução dos runlevel podem ser mudados com o computador em funcionamento basta executar o comando init x, onde x varia de 0 à 6. O arquivo de configuração do runlevel  é o /etc/inittab, para mudar o nível que o sistema irá executar basta modificar a linha id:5:initdefault:. No exemplo está inicializando com o runlevel nível 5, que carrega a interface gráfica. Poderíamos coloca para inicializar no runlevel nível 3 basta mudar o número deixando da seguinte maneira id:3:initdefault:.

Menor distribuição Linux

28 jan

Sistema Slitaz

O Slitaz é considerada a menor distribuição Linux existente, o projeto foi lançado em 22 de março de 2008.

O que impressiona nessa distribuição é o seu tamanho, a sua imagem possui apenas 30 MB contendo um desktop gráfico completo, incluindo navegador Firefox, calculadoras, visualizadores de pdf, seção de escritório com um aplicativo para anotação, play de áudio, aplicativo para configurar conexão de rede e muitas outras ferramentas de configuração, além de 448 programas de diferentes categorias que pode ser instalado pelo usuário. O projeto distribui uma imagem ISO que pode ser baixada e gravada em um CD ou em um pendriver. O usuário tem a opção de inicializar o sistema através dos dispositivos ou então instalar em uma máquina. A configuração de hardware para instalar o SliTaz é mínima precisando apenas de um processador i486 ou x86 e 128 MB de memória para rodar perfeitamente com todos os seus recursos super rapido. A instalação e totalmente automatizada e pode ser feita pelo instalador gráfico ou em modo texto.  O Slitaz é distribuído com o kernel linux 2.6.37 modificado para suportar compressão LZMA, um algoritimo melhorado que suporta compressão de até 4G, o sistema possui  um nível de suporte de hardware semelhante ao de outras distribuições maiores, reconhece  a maioria das placas de rede e som , discos IDE e SCSI , formatos de arquivo NTFS e ext3. Por padrão o sistema usa o gerenciador de janelas JWM, mas o usuário pode alterar para o  OpenBox um gerenciador de janela leve e rápido. Na parte de segurança o SliTaz possui suporte a iptables e a squid, as senhas dos usuários são criptografadas e somente o administrador da conta root pode modificar os arquivos do sistema.  Vale à pena testar e conhecer um pouco desse sistema visita o site:  http://www.slitaz.org/pt/ e faça o download da imagem ISO e da documentação do programa.

O que é o Linux

27 jan

O linux é um kernel, e ao mesmo tempo  o sistema  operacional que roda sobre ele. O kernel é o componente central da maioria dos sistemas operacionais e serve de ponte entre o sistema operacional  e o hardware. Ele foi criado  em 1991 por Linus Torvalds na Universidade de Helsinque na Finlândia, é um sistema de código aberto distribuido gratuitamente pela internet através da licença GPL, uma licença de software livre, para qualquer pessoa usar, estudar, modificar e distribuir de acordo com  os termos da licença. Atualmente o linux vem se destacando  e se tornando cada vez mais popular. Existe hoje várias distribuções que são criadas sobre a solidez do kernel linux, algumas maiores outras menores, criadas por indivíduos, grupos e organizações de todo o mundo, todas elas tem seu público e sua finalidade. Companhias como Red Hat, Suse, Mandriva, Canonical  e outras, fornece um sistema completo pronto para instalar e usar. A Canonical por exemplo tem o sistema Ubuntu muito simples, ideal para computadores pessoais, junto com o sistema vem  também  software para escritório, torrent, tocadores de vídeo e música, jogos, mensageiro instantâneo, navegador firefox, cliente de email, leitor de PDF, entre outros.

Em tempos de crise, soluções de codigo aberto se destacam, e são adotadas por empresas de todos os tamanhos. A disseminação do sistema Linux nas empresas brasileiras, e também em todo o mundo,  vem  crescendo a cada dia consequentimente o número de vagas de emprego  para profissionais nessa área também. Começa então a surgir uma carência de profissionais para atender essa demanda crescente, devido a isso algumas das empresas mais tradicionais do mercado passaram a investir em sistemas de certificações especificas para garantir a entrada e a sustentabilidade desses  profissionais no mercado de trabalho. A partir dai surgiram algumas certificações importantes como a distribuida pela Conectiva no Brasil e pela RedHat nos EUA, mas nenhuma destaca tanto quanto a certificação LPI, distribuida pela instiuição sem fins lucrativos LPI (Linux Professiona Institute). Fundada no Canadá em 1999, a LPI  tem como missão principal criar e manter programas de certificação profissional em sistemas Linux. A certificação LPI é independente da distribuição, sendo desenvolvida para certificar os conhecimentos do profissional nas mais conhecidas distribuições. Com isso, o profissional possui neutralidade, não ficando atrelado a uma única distribuição. A LPI tem comprometido com o desenvolvimento de um padrão mundial de certificação em Linux, tem como objetivo ir de encontro tanto às necessidades dos profissionais de TI quanto das organizações que os empregam  Os exames LPI podem ser aplicados em vários países e nas datas em que são divulgadas na página do instituto ( http://www.lpi.org ), há também empresas que aplicam provas de certificação, o candidato pode agendar os exames de certificação quando quiser.

As certificações são divididas em  três níveis, os quais são dependentes uns dos outros.

LPIC-1 – Adminsitrador nível júnior (provas 101 e 102)

LIPC-2 – Administrador nível pleno (provas 201 e 202)

LPIC-3 – Administrador nível sênior ( provas 301, 302, 303, 304, 305 e 306).

A certificação LPI é  reconhecida mundialmente, obtendo ela você terá um diferencial  em seu curriculo, vai provar sua competência em relação ao sistema, terá mais vantagens competitiva no trabalho, além de ter um conhecimento mais aprofundado no mundo linux.